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Genética espiritual – Emmanuel – Anuário Espírita 1992

É lamentável o dogmatismo estreito das escolas científicas da Terra que teimam em não reconhecer, no seu patrimônio, uma série de conhecimentos instáveis, mesmo porque, sendo humanos, encontram-se saturados da relatividade a que se subordinam todos os fenômenos do planeta.

Esclarecidas pelas verdades do Espiritismo, a biologia, a química, a física e a medicina, no futuro, renovarão as suas concepções, investigando o complicado problema das origens, considerando-se, todavia, que a humanidade somente poderá intensificar as suas aquisições evolutivas quando buscar desenvolver a sua visão espiritual, dentro da ascensão moral na virtude e no conhecimento.

Vós outros, os encarnados, sois os primeiros a observar as maravilhas já descobertas, entretanto, bem sabeis que o homem material terá sempre um limite para a suas perquirições do invisível.

Esse limite reside na estrutura do seu olho, cuja potencialidade visual está em correspondência direta com a sua capacidade de conhecimento.

Esse “homem material” já conseguiu muito e é louvável todo o seu esforço, na elucidação de todos os problemas da vida.

No capítulo da biologia, a teoria dos “genes” tem a sua importância no drama biológico, e a hereditariedade física tem o seu incontestável ascendente, no seio das espécies da natureza.

Aí está, contudo, um campo imenso, onde os estudiosos materialistas somente poderão se socorrer das hipóteses inverossímeis, caso persistam em se conservar longe das verdades imutáveis do Espírito.

A ciência poderá mesmo equilibrar os elementos da gênese profunda dos seres, mas esbarrará sempre com a claridade espiritual que se irradia de todos esses movimentos, ordenados dentro de certa matemática, estranha aos homens e independente de sua colaboração.

A ciência terrestre, afinal, poderá especializar as suas atividades, surpreendendo novos compêndios e catalogando novos valores nos seus centros de estudo, mas não terá realizado um trabalho mais sério em benefício da alma humana, sem espiritualizar o homem.

É esse “homem espiritual” do porvir que poderá alçar voos mais altos, porquanto não terá a visão adstrita às reduzidas possibilidade do olho humano.

Seu campo de ação será vastíssimo, abrangendo o infinito, de cuja grandeza insondável participará naturalmente, pelos caminhos evolutivos.

Os cientistas do mundo deveriam estar atentos para com os imperativos dessa “genética espiritual”, cujas lições e cujas sínteses se encontram aí no orbe totalmente no problema da educação individual e na cultura dos sentimentos.

Sem o estudo desses “genes espirituais”, que constituirão as células da nova organização social do futuro, no elevado plano moral das criaturas, os estudiosos e os seus compêndios não sairão das discussões esterilizadoras, no abismo das hipóteses em que se submergiram.

A nossa preocupação atual caracteriza-se no esforço que formarmos o maior número de corações para a grande causa.

Os espiritistas sinceros são os colaboradores da nossa tarefa humilde e simples, cujo êxito requer o máximo de boa vontade.

Coloquemos mãos à obra e, enquanto os nossos irmãos estudam e analisam as células orgânicas, procurando estabelecer o equilíbrio e determinar a distribuição dos “genes” pelos corpos, organizaremos a nova genética dos seres, trabalhando pela edificação do “homem espiritual” do futuro, quando, então, a palavra do Divino Mestre apresentará uma claridade nova para todos os corações.

 

https://sites.google.com/site/lucidezmoral/home/geneticaespiritual-emmanuel-anuarioespirita1992

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A espiritualidade é genética?

Dean Hamer, geneticista norte-americano, mostra que os genes determinam a crença espiritual e moldam a fé. (O Tempo)

A fé religiosa não é simplesmente uma escolha pessoal: ela está contida nos genes. Essa é a conclusão de Dean Hamer, geneticista que decidiu pesquisar nossa cadeia de DNA e descobriu que existe não apenas um, mas vários genes que influenciam o cérebro para diversos tipos e formas de consciência que se tornam a base da experiência espiritual.
“Temos uma predisposição genética para a crença espiritual que se manifesta em resposta à nossa experiência pessoal e ao nosso ambiente cultural, sendo também moldada por esse fatores”, argumenta.
Para suas pesquisas, Hamer usou a escala da autotranscendência desenvolvida por Robert Cloninger, um pensador que estuda as origens biológicas e sociais da personalidade.
“Essa escala é o parâmetro que os cientistas adotam para medir a intensidade dos sentimentos espirituais das pessoas independentemente da religiosidade tradicional. Ela não se baseia na crença em um deus em particular, frequência de orações, doutrinas ou práticas religiosas ortodoxas. Ela trata do cerne da crença espiritual, a natureza do universo e onde nos encontramos nesse universo. As pessoas autotranscendentes tendem a ver tudo o que existe, incluindo a si próprias, como parte de um grande todo. Têm um forte senso de não-dualidade ” das conexões entre pessoas, lugares e coisas”, explica o geneticista.
Suas conclusões estão no livro “O Gene de Deus”. Hamer acredita que a fé oferece uma vantagem na evolução humana, garantindo pessoas com mais determinação e coragem para vencer dificuldades e perdas, além de reduzir o estresse e prevenir doenças.
Dean Hamer é geneticista e autor dos livros “The Science of Desire” (escolhido o livro do ano pelo “New York Times”, em 1995), e “Living with our Genes”.
Com seus colaboradores científicos do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, escreveu mais de cem artigos para jornais e publicações especializadas em ciências.
Hamer fez doutorado na Universidade de Harvard e recebeu inúmeros prêmios, incluindo o Ariens Kappers Award de neurobiologia.
Em entrevista por telefone, de Washington, a O TEMPO, o geneticista, 54, explica sua pesquisa que, segundo ele, não pretende provar ou negar a existência de Deus, e sim desvendar os elementos que estão por trás da fé.

O TEMPO ” Qual é a sua formação religiosa”
Dean Hamer ” Fui criado como protestante.

O que levou um cientista como o senhor a buscar a existência de Deus no DNA”
Eu acho que a espiritualidade é uma parte muito básica da personalidade de uma pessoa. Eu tento entender por que é assim. É um interesse puramente básico.

A genética pode nos predispor para a fé”
Ela pode predispor as pessoas a serem espirituais, mas não determina a espiritualidade. A pessoa pode ter o gene, mas isso não significa que ela seguirá uma religião.
Talvez ela não se interesse por religião, mas certamente se interessará por assuntos espirituais. Pode ser uma religião, o contato com a natureza ou fazer algo criativo. É o interesse pelo que está além de si própria.

Não é preciso ser religioso para ser místico.
Exatamente. Os cientistas também podem obter alta pontuação no aspecto da autotranscendência. Albert Einstein é um ótimo exemplo. Ele não era religioso, no sentido tradicional.
Rejeitou, aos 12 anos, o judaísmo ortodoxo de seus pais, repudiava a ideia de uma alma separada do corpo e tinha dúvidas quanto à vida após a morte. Tampouco acreditava na imagem convencional de um deus pessoal que se preocupa com nossas vidas, responde às nossas preces e nos julga quando morremos.
Apesar disso, ele era profundamente espiritual. Ele reverenciava a harmonia com o cosmo, o milagre absoluto da existência.

A espiritualidade é hereditária”
Sim, parcialmente hereditária.

Então, se minha mãe ou meu pai tiver interesse em espiritualidade, eu também poderei me interessar devido ao gene herdado deles”
Bem, não necessariamente. É uma característica muito complicada. É tipo a inteligência. Você pode herdar ou não. Não é tão simples ou fácil assim.
Mas o motivo que leva as pessoas a acreditarem que a religião pode ajudá-las a responder as questões da vida está no DNA que elas carregam.

Qual o papel das monoaminas”
As monoaminas determinam o tom emocional do cérebro. Elas determinam como seu cérebro expressa os sentidos ou experimenta a realidade. O gene de Deus codifica um transportador de monoamina, proteína que controla as quantidades de importantíssimas substâncias químicas cerebrais sinalizadoras.
As monoaminas têm diversas funções no cérebro. Elas parecem influenciar a espiritualidade, alterando a consciência, que em termos gerais pode ser definida como nosso senso de realidade, nossa percepção de nós mesmos e do universo à nossa volta, incluindo nossos pensamentos, lembranças e sensações.
As monoaminas, como a serotonina e a dopamina, desempenham papéis importantes na consciência.

Todas as pessoas carregam o gene de Deus”
Todo mundo tem o gene de Deus. Mas cada pessoa tem versões levemente diferentes desse gene. Nossos genes podem nos predispor a acreditar. Mas eles não nos dizem em que acreditar. A fé é parte da herança cultural e algumas crenças religiosas evoluíram com o passar do tempo.

Espiritualidade é diferente de religiosidade”
A espiritualidade é baseada na consciência, enquanto a religião, na cognição. A espiritualidade é genética. A religião está fundamentada na cultura, tradições, crenças e ideias.
Esse é um dos motivos de a espiritualidade e a religião apresentarem impactos tão diversos na vida das pessoas e na sociedade. A espiritualidade está mais relacionada à maneira como concebemos o mundo e o papel que nele desempenhamos, um processo intermediado pela consciência.
Alterando-se a consciência de uma pessoa, pode-se ajudá-la a perceber que ela não é o centro do universo e que as coisas nem sempre são o que parecem ser.
A espiritualidade é benéfica tanto para nossa saúde física quanto para nossa saúde mental. A fé não faz somente com que as pessoas se sintam melhores, mas, também, que elas se tornem melhores.

Existem pessoas privilegiadas em relação a esse gene”
Algumas pessoas têm uma versão que as deixa um pouco mais fortes e outras pessoas têm uma versão que as deixa um pouco mais fracas. Mas isso não quer dizer que o papa tenha uma versão especial e mais forte desse gene.

A genética já pode provar a existência de Deus”
Não, a genética nunca vai conseguir provar se Deus existe ou não, pois essa não é uma questão científica. Por definição, Deus é misterioso e sobrenatural.
Ele está além da ciência. Por isso não se pode provar a existência de Deus. Nenhum tipo de ciência vai conseguir isso.

Por ANA ELIZABETH DINIZ / ESPECIAL PARA O TEMPO
04/04/06 – 00h01
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https://www.otempo.com.br/diversao/magazine/a-espiritualidade-e-genetica-1.326571

 

 

 

Genética espiritual – Emmanuel

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